quinta-feira, 5 de maio de 2011

Escolhe a tua comissão e vem fazer o Enecom! :)

Para você que está afim de ser comissão organizadora do Enecom, é só escolher a sua comissão e entrar em contato com seus responsáveis. Além disso você pode deixar um comentário ou enviar um e-mail para enecospa@gmail.com com o assunto: MINHA COMISSÃO dizendo em qual comissão quer entrar. Assim, você será adicionado no grupo de e-mails do enecom2011 para saber dias e horários de reuniões, relatorias, etc.

E não esqueça, reunião geral todo o sábado no colégio IEEP. 15h.

Comissões:
1- Metodologia e programação: comissão responsável pela programação do encontro (exceto Nvs e programação cultural), pela metodologia dos espaços, etc. Contatos: Joice Souza (82968784) e Flávia Cortez (88260366);
2- Mística & cultural: Comissão responsável pelos espaços culturais, lúdicos e artísticos do Encontro. Contatos: Marielle Creão (81351341), Lana Magno (81855102) e Mel (83182352);
3- Núcleos Vivência & Articulação com Movimentos Sociais: Esta comissão articulará o Núcleo de vivências e a participação dos movimentos sociais no ENECOM.
4- Comunicação, Agitação e propaganda: Focará suas ações na divulgação do encontro, sendo responsável pelas redes sociais, mídia, etc. Contatos: João Bruno (82175035) Sávio Oliveira (82804294) e Herôn Victor (96011781);
5- Secretaria e Finanças: Comissão responsável pela campanha financeira e pela administração dos recursos financeiros do Encontro. Contatos: Josiele Soeiro (88650998);
6- Estrutura e logística: Responsável pelos materiais e espaços físicos necessários para o encontro e pela gestão destes durante o ENECOM. Contatos: Rayane Ataíde (81053160), Natássia Ferreira (88263981) e Abílio Dantas (81070352);
7-Articulação e mobilização: Cuida da mobilização dos/das estudantes, mantendo contato com os/as mobilizadores de cada estado, divulgando nas escolas, etc. Contatos: Gleici Corrêa (83483872) e Dayane (83206976).

Tirado de: http://enecospa.wordpress.com/

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O CQC e o jornalismo brasileiro


O fluxo e o contra-fluxo constante de informações que circulam na internet estão desmascarando o jornalismo praticado no Brasil. A blogosfera está repleta de jornalistas, profissionais ou não, que nos oferecem uma fonte alternativa para formação de nossa opinião a cerca dos problemas sociais, políticos e econômicos de nosso país.

Com isso, é possível perceber o quanto o jornalismo praticado aqui é comprometido com interesses que vão além das normas estabelecidas para a prática de um jornalismo isento e imparcial. Prova disto é a percepção que o cidadão tem das notícias veiculadas nos veículos de imprensa. Pesquisa encomendada pelo Governo aponta que 57,3 % da população acreditam que as notícias veiculadas são tendenciosas. E isto não é por acaso. Declarações como a de presidente da ANJ (Associação Nacional de Jornais), Maria Judith Brito, admitiu que a imprensa no Brasil atua como um Partido de Oposição:

“A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo [Lula]”.

Esta é função do jornalismo? Tomar partido? Onde mora a imparcialidade, a isenção, a credibilidade? No interesse dos donos dos jornais? No bolso do patrocinador? É grave uma declaração como esta, pois colocam em cheque os valores democráticos do país. Não existe país livre e democrático sem imprensa também livre, mas isenta. Soma-se a isto, uma espetacularização da notícia, principalmente nos telejornais, o que alguns chamam de “dramalhismo” e não jornalismo.

Então, eis que surge na nossa televisão um programa que mistura a informação jornalística com o mais puro humor sarcástico, moleque e irreverente. O programa CQC (Custe o Que Custar) exibido às segundas-feiras pela TV Bandeirantes pode ser classificado como o jornalismo mais independente praticado hoje no Brasil e por razões simples: trata de assuntos que a grande mídia não trata e faz as perguntas que cada um de nós gostaria de fazer, principalmente aos nossos políticos. Porém, infelizmente, talvez por herança deste mau jornalismo praticado pela grande imprensa, o programa peque em dois quesitos, que a meu ver, contribuem para o distanciamento entre jornalismo profissional e o cidadão.

Primeiro, o quadro “Proteste Já”. Um dos integrantes do programa atende a reclamações de telespectadores e procura responsáveis por problemas que afligem comunidades ou pessoas comuns. O intrépido repórter vai fundo na procura dos responsáveis pelo problema em questão, que em muitos casos, é o prefeito. Até aí, tudo bem. Esta é a essência do jornalismo, externar um problema, apontar responsáveis e atuar como mediador entre as partes. Porém, a atuação do repórter não para por aí. Ele exige que o problema seja resolvido e estipula um prazo para que isso ocorra. Esta não é uma função do jornalismo, quem estipula prazo para que ações sejam praticadas é o Ministério Público. Ao exigir que uma ação seja executada pelo executivo municipal, o programa impõe uma agenda a ser cumprida em detrimento de outra previamente estabelecida. Um programa de TV não pode, em hipótese alguma, impor uma agenda, caso contrário, atuará da mesma forma como a citada por Judith Brito.

O segundo é o quadro em que o repórter do programa percorre os corredores do Congresso Nacional entrevistando nossos parlamentares sobre diversos assuntos. O problema é que, no geral, as entrevistas se resumem a “pegadinhas” que tem como único objetivo ridicularizar os congressistas e nos fazer rir. Perde-se aqui, uma grande oportunidade de realmente se fazer um jornalismo inovador, ou seja, tratar de questões importantes para o país com uma forte inclinação para o humor, alcançando assim, a população mais jovem que assiste ao programa. Simplesmente ridicularizar o Congresso Nacional, muitas vezes, leva ao descrédito com o sistema, ou seja, gera o desinteresse do jovem telespectador nas questões políticas do país e no comparecimento consciente às urnas em qualquer pleito eleitoral.

Entretanto, de qualquer forma, o sucesso do programa mostra que a população anseia por um jornalismo independente, ácido e isento de interesses (se é que isto realmente exista). Quem sabe, em pouco tempo, os diretores do CQC não enxerguem a grande oportunidade que o programa tem de aproximar o cidadão e o jornalismo. O primeiro passo poderia ser dado na reformulação do cenário do programa. O público fica muito distante dos apresentadores. Seria ótimo se a platéia pudesse ficar sentada ao lado dos apresentadores, bem próxima a bancada. Seria um sinal de que quanto mais próximo a população estiver dos jornalistas e dos veículos de imprensa, melhor para a Democracia.

Por: Francisco Machado, doutor em Comunicação pela UMESP http://bit.ly/b6nhXf

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Qual o papel do jornal impresso hoje?


Desde a criação dos tipos móveis, que foram responsáveis pelo desaparecimento dos escribas da idade média e, também, pela cópia e divulgação muito mais eficaz de livros e jornais, o aparecimento de novos meios de comunicação passou a ser visto com receio. Como se o novo fosse sempre se sobrepor ao mais velho e causar seu desaparecimento. Foi assim com o rádio, com a televisão e, mais recentemente, com a internet. Mas cada meio de comunicação busca formas e estratégias para uma adaptação cada vez mais eficaz. Com o jornal impresso isso não é diferente.
De acordo com o jornalista e professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Manuel Dutra, o jornal impresso está passando por uma situação de estresse diante dessas novas tecnologias da informação: “O fenômeno não é totalmente novo. A televisão e o rádio já vinham furando o impresso, só que de uma forma mais lenta que a internet... O que é novo é o excesso, o volume, a rapidez, a globalidade desse ambiente.”
Então, o que o jornal impresso tem a nos dizer a cada 24 h, já que essas 24 h já estão todas cobertas pelos ambientes digitais? “Olhando a internet e olhando o impresso hoje, não podemos separar uma coisa da outra”, afirma o professor Manuel Dutra. Mesmo sendo coisas distintas, não estão separadas. Estão entrelaçadas e isso pode ser comprovado na produção do texto que vai para o papel, que é feito no ambiente digital. O grande desafio do impresso hoje vai além disto, porque a internet deixa de ser uma mera ferramenta para ser um novo modo de dizer e de mostrar.
“O produto impresso continua da forma tradicional, folhas de papel impressas que você vai virando com a mão, lambendo a ponta do dedo... Mas como produto, ele foi produzido também dentro de um ambiente digitalizado. Então, a lógica do digital está permeando o impresso... O desafio do jornalismo impresso está na linguagem a ser adotada por ele”, explica o professor.

Alternativas
Há uma espécie de consenso no meio científico de que o impresso, para sobreviver, tem que dar ênfase a duas vertentes de textos, de conjuntos informativos. Primeiro: a interpretação, a reflexão sobre aquilo que já foi dito nas últimas 24 h e que o jornal não vai dar porque não é mais novidade. Um jornalismo eminentemente interpretativo que reflita, que explique, que interprete: “Isso está começando a ser o novo jornalismo e um novo jornalismo, obviamente, vai exigir um novo jornalista... Um jornalista capaz de interpretar, e quem interpreta é alguém que tem cultura geral, que é bem informado e que é capaz de ajudar o leitor a formar o seu próprio juízo sobre os acontecimentos.”, afirma o professor.
Uma outra alternativa é a matéria exclusiva. Aquilo que nenhuma mídia noticiou. Entretanto, segundo Manuel Dutra, isso exige muito e não só do jornalista: “a empresa terá que ter jornalistas de tempo integral, bem pagos, bem preparados, que possam elaborar pautas, observar os acontecimentos e encontrar nesses acontecimentos uma angulação totalmente nova.”

Por: Andéa Neves e Gleici Correa

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

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Por: Gleici Correa